Mario Quintana
Minha vida não foi um romance
Nunca tive até hoje um segredo.
Se me amas, não digas, que morro
De surpresa de encanto de medo
Minha vida não foi um romance,
Minha vida passou por passar.
Se não amas, não finjas, que vivo
Esperando um amor para amar.
Minha vida não foi um romance
Pobre vida passou sem enredo
Glória a ti que me enches a vida
De surpresa, de encanto, de medo!
Minha vida não foi um romance
Ai de mim Já se ia acabar!
Pobre vida que toda depende
De um sorriso de um gesto um olhar
Poesias Escondidas
sábado, 6 de fevereiro de 2016
Pra Sempre
Carlos Drummond de Andrade
Por que Deus permite
que as mães vão-se embora?
Mãe não tem limite,
é tempo sem hora,
luz que não apaga
quando sopra o vento
e chuva desaba,
veludo escondido
na pele enrugada,
água pura, ar puro,
puro pensamento.
Morrer acontece
com o que é breve e passa
sem deixar vestígio.
Mãe, na sua graça,
é eternidade.
Por que Deus se lembra
- mistério profundo -
de tirá-la um dia?
Fosse eu Rei do Mundo,
baixava uma lei:
Mãe não morre nunca,
mãe ficará sempre
junto de seu filho
e ele, velho embora,
será pequenino
feito grão de milho.
Por que Deus permite
que as mães vão-se embora?
Mãe não tem limite,
é tempo sem hora,
luz que não apaga
quando sopra o vento
e chuva desaba,
veludo escondido
na pele enrugada,
água pura, ar puro,
puro pensamento.
Morrer acontece
com o que é breve e passa
sem deixar vestígio.
Mãe, na sua graça,
é eternidade.
Por que Deus se lembra
- mistério profundo -
de tirá-la um dia?
Fosse eu Rei do Mundo,
baixava uma lei:
Mãe não morre nunca,
mãe ficará sempre
junto de seu filho
e ele, velho embora,
será pequenino
feito grão de milho.
sábado, 9 de janeiro de 2016
Tempo Que Passa
Hojerizah
Agora eu sei
Que o tempo é triste e nunca
Hesita
Em levar e trazer sem dizer
Que a vida
Exala e floresce de cada corpo
Que murcha
E árido se sufoca
Se devora
Aonde quer que eu vá
Agora
Vejo nada ao redor
Piso as flores desse jardim veja, isso já não faz sentido
Veja, isso fere meus olhos
Veja, isso me faz morrer
Você que cospe a confissão
E chora o delírio da vida
Você que diz que é amigo
E rouba a minha sombra
Já é tarde demais
Os traidores já foram enforcados
Talvez exista uma ponta nessa corda
Aonde você possa se segurar
Aonde você possa se pendurar
Até o fim da sua vida
Ou que alguém o abençoe
Agora eu sei
Que o tempo é triste e nunca
Hesita
Em levar e trazer sem dizer
Que a vida
Exala e floresce de cada corpo
Que murcha
E árido se sufoca
Se devora
Aonde quer que eu vá
Agora
Vejo nada ao redor
Piso as flores desse jardim veja, isso já não faz sentido
Veja, isso fere meus olhos
Veja, isso me faz morrer
Você que cospe a confissão
E chora o delírio da vida
Você que diz que é amigo
E rouba a minha sombra
Já é tarde demais
Os traidores já foram enforcados
Talvez exista uma ponta nessa corda
Aonde você possa se segurar
Aonde você possa se pendurar
Até o fim da sua vida
Ou que alguém o abençoe
domingo, 3 de janeiro de 2016
Rosa Que Me Encanta
Pedro Luis
Eh eh eh ah run da run deraraia
Para esquecer a rosa que me encanta
Resolvi cuidar de um grande jardim
Rubro carmim da rosa desejada
Toca minha alma que encantada e calma
Entoa melodias sem ter fim
Para esquecer a rosa que me encanta
Resolvi cuidar de um grande jardim
Mas desejo só verdes verdades
Doces maldades não me interessam
Cesso de querer saber o que acontece
Se passo pelo ponto onde começam
Se sinto recair o meu desejo
Minto que não quero mais teu beijo
O manto do desejo eu já conheço
E tenho apreço por meu coração
Para esquecer a rosa que me encanta
Resolvi cuidar de um grande jardim
Rubro carmim da rosa desejada
Toca minha alma que encantada e calma
Entoa melodias sem ter fim
Para esquecer a rosa que me encanta
Resolvi cuidar de um grande jardim
Eh eh eh ah run da run deraraia
Eh eh eh ah run da run deraraia
Para esquecer a rosa que me encanta
Resolvi cuidar de um grande jardim
Rubro carmim da rosa desejada
Toca minha alma que encantada e calma
Entoa melodias sem ter fim
Para esquecer a rosa que me encanta
Resolvi cuidar de um grande jardim
Mas desejo só verdes verdades
Doces maldades não me interessam
Cesso de querer saber o que acontece
Se passo pelo ponto onde começam
Se sinto recair o meu desejo
Minto que não quero mais teu beijo
O manto do desejo eu já conheço
E tenho apreço por meu coração
Para esquecer a rosa que me encanta
Resolvi cuidar de um grande jardim
Rubro carmim da rosa desejada
Toca minha alma que encantada e calma
Entoa melodias sem ter fim
Para esquecer a rosa que me encanta
Resolvi cuidar de um grande jardim
Eh eh eh ah run da run deraraia
Senhora Liberdade
Nei Lopes
Abre as asas sobre mim
Oh senhora liberdade
Eu fui condenado
Sem merecimento
Por um sentimento
Por Uma paixão
Violenta emoção
Pois amar foi meu delito
Mas foi um sonho tão bonito
Hoje estou no fim
Senhora liberdade abre as asas sobre mim
Não vou passar por inocente
Mas já sofri terrivelmente
Por caridade, oh liberdade abre as asas sobre mim
Abre as asas sobre mim
Oh senhora liberdade
Eu fui condenado
Sem merecimento
Por um sentimento
Por Uma paixão
Violenta emoção
Pois amar foi meu delito
Mas foi um sonho tão bonito
Hoje estou no fim
Senhora liberdade abre as asas sobre mim
Não vou passar por inocente
Mas já sofri terrivelmente
Por caridade, oh liberdade abre as asas sobre mim
quinta-feira, 24 de dezembro de 2015
O Último Pôr-do-Sol
Lenine
A onda ainda quebra na praia
Espumas se misturam com o vento
No dia em que ocê foi embora
Eu fiquei sentindo saudades do que não foi
Lembrando até do que eu não vivi
Pensando nós dois
No dia em que ocê foi embora
Eu fiquei sentindo saudades do que não foi
Lembrando até do que eu não vivi
Pensando nós dois
Eu lembro a concha em seu ouvido
Trazendo o barulho do mar na areia
No dia em que ocê foi embora
Eu fiquei sozinho olhando o sol morrer
Por entre as ruínas de Santa Cruz
Lembrando nós dois
No dia em que ocê foi embora
Eu fiquei sozinho olhando o sol morrer
Por entre as ruínas de Santa Cruz
Lembrando nós dois
Os edifícios abandonados
As estradas sem ninguém
Óleo queimado, as vigas na areia
A lua nascendo por entre os fios dos teus cabelos
Por entre os dedos da minha mão
Passaram certezas e dúvidas
Pois no dia em que ocê foi embora
Eu fiquei sozinho no mundo, sem ter ninguém
O último homem no dia em que o sol morreu
Pois no dia em que ocê foi embora
Eu fiquei sozinho no mundo, sem ter ninguém
O último homem no dia em que o sol morreu
Pois no dia em que ocê foi embora
Eu fiquei sozinho no mundo, sem ter ninguém
O último homem no dia em que o sol morreu
A onda ainda quebra na praia
Espumas se misturam com o vento
No dia em que ocê foi embora
Eu fiquei sentindo saudades do que não foi
Lembrando até do que eu não vivi
Pensando nós dois
No dia em que ocê foi embora
Eu fiquei sentindo saudades do que não foi
Lembrando até do que eu não vivi
Pensando nós dois
Eu lembro a concha em seu ouvido
Trazendo o barulho do mar na areia
No dia em que ocê foi embora
Eu fiquei sozinho olhando o sol morrer
Por entre as ruínas de Santa Cruz
Lembrando nós dois
No dia em que ocê foi embora
Eu fiquei sozinho olhando o sol morrer
Por entre as ruínas de Santa Cruz
Lembrando nós dois
Os edifícios abandonados
As estradas sem ninguém
Óleo queimado, as vigas na areia
A lua nascendo por entre os fios dos teus cabelos
Por entre os dedos da minha mão
Passaram certezas e dúvidas
Pois no dia em que ocê foi embora
Eu fiquei sozinho no mundo, sem ter ninguém
O último homem no dia em que o sol morreu
Pois no dia em que ocê foi embora
Eu fiquei sozinho no mundo, sem ter ninguém
O último homem no dia em que o sol morreu
Pois no dia em que ocê foi embora
Eu fiquei sozinho no mundo, sem ter ninguém
O último homem no dia em que o sol morreu
A Menina E O Poeta
Roberto Carlos
Virgem, menina morena,
Nos cabelos uma trança
No rosto um jeito criança
Na voz um canto mulher
Virgem, menina morena,
Nos olhos toda a primavera
No corpo uma longa espera
Coração banhado em fé
A tarde corre pra noite
A lua desperta sorrindo
A menina na janela
Botão em flor se abrindo
Nasceu o primeiro desejo
Conhecer o primeiro amor
Na história de um poeta
A menina acreditou
Na história de um poeta
A menina acreditou
Mas o poeta foi um dia
E até hoje não voltou
Ninguém sabe o caminho
Que o poeta levou
O vento que foi com ele
Um dia por lá voltou
Mas só que voltou sozinho
E a menina chorou
Na história do poeta
A menina acreditou
E dos olhos da menina
Uma lágrima rolou
E dos olhos da menina
Uma lágrima rolou
Virgem, menina morena,
Nos cabelos uma trança
No rosto um jeito criança
Na voz um canto mulher
Virgem, menina morena,
Nos olhos toda a primavera
No corpo uma longa espera
Coração banhado em fé
A tarde corre pra noite
A lua desperta sorrindo
A menina na janela
Botão em flor se abrindo
Nasceu o primeiro desejo
Conhecer o primeiro amor
Na história de um poeta
A menina acreditou
Na história de um poeta
A menina acreditou
Mas o poeta foi um dia
E até hoje não voltou
Ninguém sabe o caminho
Que o poeta levou
O vento que foi com ele
Um dia por lá voltou
Mas só que voltou sozinho
E a menina chorou
Na história do poeta
A menina acreditou
E dos olhos da menina
Uma lágrima rolou
E dos olhos da menina
Uma lágrima rolou
sábado, 17 de outubro de 2015
Eu Gosto Mais do Rio
Nara Leão
Eu gosto mais do Rio, quando estou com você
De ouvir canções do Tom quando estou com você
Gosto de ir a um bar bem à beira-mar
Tomar um chope gelado, ver gente passear, mas só com você
É bom viver no Rio, mas só se for com você...
Gosto de ler jornal quando estou em casa
Ter só você ao lado me faz feliz
De mãos dadas no cinema ou vendo Tv
Sei que é antiquado
Mas gosto disso só com você...
É bom viver no rio, mas se for com você
O Rio é sempre lindo, a praia, o mar azul
Tudo isso que o Tom já cantou nas canções
Ah! Como é bom...
Eu gosto disso, mas com você...
Eu gosto mais do Rio, quando estou com você
De ouvir canções do Tom quando estou com você
Gosto de ir a um bar bem à beira-mar
Tomar um chope gelado, ver gente passear, mas só com você
É bom viver no Rio, mas só se for com você...
Gosto de ler jornal quando estou em casa
Ter só você ao lado me faz feliz
De mãos dadas no cinema ou vendo Tv
Sei que é antiquado
Mas gosto disso só com você...
É bom viver no rio, mas se for com você
O Rio é sempre lindo, a praia, o mar azul
Tudo isso que o Tom já cantou nas canções
Ah! Como é bom...
Eu gosto disso, mas com você...
Coração Vagabundo
Caetano Veloso
Meu coração não se cansa
De ter esperança
De um dia ser tudo o que quer
Meu coração de criança
Não é só a lembrança
De um vulto feliz de mulher
Que passou por meus sonhos
Sem dizer adeus
E fez dos olhos meus
Um chorar mais sem fim
Meu coração vagabundo
Quer guardar o mundo
Em mim
Meu coração vagabundo
Quer guardar o mundo
Em mim
Meu coração não se cansa
De ter esperança
De um dia ser tudo o que quer
Meu coração de criança
Não é só a lembrança
De um vulto feliz de mulher
Que passou por meus sonhos
Sem dizer adeus
E fez dos olhos meus
Um chorar mais sem fim
Meu coração vagabundo
Quer guardar o mundo
Em mim
Meu coração vagabundo
Quer guardar o mundo
Em mim
Samba da Benção
Baden Powell
É melhor ser alegre que ser triste
Alegria é a melhor coisa que existe
É assim como a luz no coração
Mas pra fazer um samba com beleza
É preciso um bocado de tristeza
É preciso um bocado de tristeza
Senão não se faz um samba não
Senão é como amar uma mulher só linda
E daí? Uma mulher tem que ter
Qualquer coisa além de beleza
Qualquer coisa de triste
Qualquer coisa que chora
Qualquer coisa que sente saudade
Um molejo de amor machucado
Uma beleza que vem da tristeza
De se saber mulher
Feita apenas para amar
Para sofrer pelo seu amor
E pra ser só perdão
Fazer samba não é contar piada
E quem faz samba assim não é de nada
O bom samba é uma forma de oração
Porque o samba é a tristeza que balança
E a tristeza tem sempre uma esperança
A tristeza tem sempre uma esperança
De um dia não ser mais triste não
Feito essa gente que anda por aí
Brincando com a vida
Cuidado, companheiro!
A vida é pra valer
E não se engane não, tem uma só
Duas mesmo que é bom
Ninguém vai me dizer que tem
Sem provar muito bem provado
Com certidão passada em cartório do céu
E assim mesmo assinado embaixo: Deus
E com firma reconhecida!
A vida não é brincadeira, amigo
A vida é arte do encontro
Embora haja tanto desencontro pela vida
Há sempre uma mulher à sua espera
Com os olhos cheios de carinho
E as mãos cheias de perdão
Ponha um pouco de amor na sua vida
Como no seu samba
Ponha um pouco de amor numa cadência
E vai ver que ninguém no mundo vence
A beleza que tem um samba, não
Porque o samba nasceu lá na Bahia
E se hoje ele é branco na poesia
Se hoje ele é branco na poesia
Ele é negro demais no coração
Vinicius de Moraes, por exemplo
O capitão do mato
Poeta e ex-diplomata
Como ele mesmo diz:
É o branco mais preto do Brasil
Na linha direta de Xangô, saravá!
A bênção, Senhora
A maior babalorixá da Bahia
Terra de Caymmi e João Gilberto
A bênção, Pixinguinha
Que choraste na flauta
Todas as minhas mágoas de amor
A bênção, Sinhô, a benção, Cartola
A bênção, Ismael Silva
Sua bênção, Heitor dos Prazeres
A bênção, Nelson Cavaquinho
A bênção, Geraldo Pereira
A bênção, meu bom Cyro Monteiro
Você, sobrinho de Nonô
A bênção, Noel, sua bênção, Ary
A bênção, todos os grandes
Sambistas do Brasil
Branco, preto, mulato
Lindo como a pele macia de Oxum
A bênção, maestro Antonio Carlos Jobim
Parceiro e amigo querido
Que já viajaste tantas canções comigo
E ainda há tantas por viajar
A bênção, Carlinhos Lyra
Parceiro cem por cento
Você que une a ação ao sentimento
E ao pensamento
A bênção, a bênção, Baden Powell
Amigo novo, parceiro novo
Que fizeste este samba comigo
A bênção, amigo
A bênção, maestro Moacir Santos
Não és um só, és tantos como
O meu Brasil de todos os santos
Inclusive meu São Sebastião
Saravá! A bênção, que eu vou partir
Eu vou ter que dizer adeus
Ponha um pouco de amor numa cadência
E vai ver que ninguém no mundo vence
A beleza que tem um samba, não
Porque o samba nasceu lá na Bahia
E se hoje ele é branco na poesia
Se hoje ele é branco na poesia
Ele é negro demais no coração
É melhor ser alegre que ser triste
Alegria é a melhor coisa que existe
É assim como a luz no coração
Mas pra fazer um samba com beleza
É preciso um bocado de tristeza
É preciso um bocado de tristeza
Senão não se faz um samba não
Senão é como amar uma mulher só linda
E daí? Uma mulher tem que ter
Qualquer coisa além de beleza
Qualquer coisa de triste
Qualquer coisa que chora
Qualquer coisa que sente saudade
Um molejo de amor machucado
Uma beleza que vem da tristeza
De se saber mulher
Feita apenas para amar
Para sofrer pelo seu amor
E pra ser só perdão
Fazer samba não é contar piada
E quem faz samba assim não é de nada
O bom samba é uma forma de oração
Porque o samba é a tristeza que balança
E a tristeza tem sempre uma esperança
A tristeza tem sempre uma esperança
De um dia não ser mais triste não
Feito essa gente que anda por aí
Brincando com a vida
Cuidado, companheiro!
A vida é pra valer
E não se engane não, tem uma só
Duas mesmo que é bom
Ninguém vai me dizer que tem
Sem provar muito bem provado
Com certidão passada em cartório do céu
E assim mesmo assinado embaixo: Deus
E com firma reconhecida!
A vida não é brincadeira, amigo
A vida é arte do encontro
Embora haja tanto desencontro pela vida
Há sempre uma mulher à sua espera
Com os olhos cheios de carinho
E as mãos cheias de perdão
Ponha um pouco de amor na sua vida
Como no seu samba
Ponha um pouco de amor numa cadência
E vai ver que ninguém no mundo vence
A beleza que tem um samba, não
Porque o samba nasceu lá na Bahia
E se hoje ele é branco na poesia
Se hoje ele é branco na poesia
Ele é negro demais no coração
Vinicius de Moraes, por exemplo
O capitão do mato
Poeta e ex-diplomata
Como ele mesmo diz:
É o branco mais preto do Brasil
Na linha direta de Xangô, saravá!
A bênção, Senhora
A maior babalorixá da Bahia
Terra de Caymmi e João Gilberto
A bênção, Pixinguinha
Que choraste na flauta
Todas as minhas mágoas de amor
A bênção, Sinhô, a benção, Cartola
A bênção, Ismael Silva
Sua bênção, Heitor dos Prazeres
A bênção, Nelson Cavaquinho
A bênção, Geraldo Pereira
A bênção, meu bom Cyro Monteiro
Você, sobrinho de Nonô
A bênção, Noel, sua bênção, Ary
A bênção, todos os grandes
Sambistas do Brasil
Branco, preto, mulato
Lindo como a pele macia de Oxum
A bênção, maestro Antonio Carlos Jobim
Parceiro e amigo querido
Que já viajaste tantas canções comigo
E ainda há tantas por viajar
A bênção, Carlinhos Lyra
Parceiro cem por cento
Você que une a ação ao sentimento
E ao pensamento
A bênção, a bênção, Baden Powell
Amigo novo, parceiro novo
Que fizeste este samba comigo
A bênção, amigo
A bênção, maestro Moacir Santos
Não és um só, és tantos como
O meu Brasil de todos os santos
Inclusive meu São Sebastião
Saravá! A bênção, que eu vou partir
Eu vou ter que dizer adeus
Ponha um pouco de amor numa cadência
E vai ver que ninguém no mundo vence
A beleza que tem um samba, não
Porque o samba nasceu lá na Bahia
E se hoje ele é branco na poesia
Se hoje ele é branco na poesia
Ele é negro demais no coração
A Rosa ( Flor Que Não Se Cheira)
Arlindo Cruz
A rosa que eu te dei é pra você guardar
É pra você guardar
Meu amor eu vou partir
E não sei quando vou voltar
Essa rosa vai ficar em meu lugar
Essa rosa vai me substituir
Na minha ausência vai fazer você sorrir
Essa rosa será a segurança do nosso amor
Não jogue a rosa fora, por favor
Você não é flor que se cheira, amor
Um dia vai padecer com a dor
Vai sofrer como eu sofri
Passar o que eu passei
Sentir o que eu senti
Chorar o que eu chorei
Penar como eu penei, perder até a cor
Você não é flor que se cheira, amor
Tem que cair como eu caí
Viver como eu vivi
Morar onde eu morei
Comer o que eu comi
Ficar como eu fiquei
Sentir a mesma dor
Você não é flor que se cheira, amor
Beber como eu bebi
Pagar o que eu paguei
Não ter pra quem sorrir
Andar como eu andei
Sem ter de onde tirar e ainda ter que pôr
Você não é flor que se cheira, amor
A rosa que eu te dei é pra você guardar
É pra você guardar
Meu amor eu vou partir
E não sei quando vou voltar
Essa rosa vai ficar em meu lugar
Essa rosa vai me substituir
Na minha ausência vai fazer você sorrir
Essa rosa será a segurança do nosso amor
Não jogue a rosa fora, por favor
Você não é flor que se cheira, amor
Um dia vai padecer com a dor
Vai sofrer como eu sofri
Passar o que eu passei
Sentir o que eu senti
Chorar o que eu chorei
Penar como eu penei, perder até a cor
Você não é flor que se cheira, amor
Tem que cair como eu caí
Viver como eu vivi
Morar onde eu morei
Comer o que eu comi
Ficar como eu fiquei
Sentir a mesma dor
Você não é flor que se cheira, amor
Beber como eu bebi
Pagar o que eu paguei
Não ter pra quem sorrir
Andar como eu andei
Sem ter de onde tirar e ainda ter que pôr
Você não é flor que se cheira, amor
Novamente Aconteceu
Gang 90
Ontem ao sair de casa
Atravessando a rua ela me ganhou
Seu corpo, seu olhar tão lindo
Promessas de carícias, mas você chegou
Tentei achar que era só um alô
Você ficou nas duas caras lindas loucas de amar
Ela e você
Meu coração pirou
Na sua pele quase parou
Meu coração pirou
Ondas de amor
E me pegou, e agora estou
Estou amando loucamente esta mulher
Você não pode compreender
No seu papel
Você não pode compreender
Não, não, não.....
Ontem ao sair de casa
Atravessando a rua ela me ganhou
Seu corpo, seu olhar tão lindo
Promessas de carícias, mas você chegou
Tentei achar que era só um alô
Você ficou nas duas caras lindas loucas de amar
Ela e você
Meu coração pirou
Na sua pele quase parou
Meu coração pirou
Ondas de amor
E me pegou, e agora estou
Estou amando loucamente esta mulher
Você não pode compreender
No seu papel
Você não pode compreender
Não, não, não.....
Bastidores
Chico Buarque
Chorei, chorei
Até ficar com dó de mim
E me tranquei no camarim
Tomei um calmante, um excitante
E um bocado de gim
Amaldiçoei
O dia em que te conheci
Com muitos brilhos me vesti
Depois me pintei, me pintei
Me pintei, me pintei
Cantei, cantei
Como é cruel cantar assim
E num instante de ilusão
Te vi pelo salão
A caçoar de mim
Não me troquei
Voltei correndo ao nosso lar
Voltei pra me certificar
Que tu nunca mais vais voltar
Vais voltar, vais voltar
Cantei, cantei
Nem sei como eu cantava assim
Só sei que todo o cabaré
Me aplaudiu de pé
Quando cheguei ao fim
Mas não bisei
Voltei correndo ao nosso lar
Voltei pra me certificar
Que nunca mais vais voltar
Vais voltar, vais voltar
Cantei, cantei
Jamais cantei tão lindo assim
E os homens lá pedindo bis
Bêbados e febris
A se rasgar por mim
Chorei, chorei
Até ficar com dó de mim
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Chorei, chorei
Até ficar com dó de mim
E me tranquei no camarim
Tomei um calmante, um excitante
E um bocado de gim
Amaldiçoei
O dia em que te conheci
Com muitos brilhos me vesti
Depois me pintei, me pintei
Me pintei, me pintei
Cantei, cantei
Como é cruel cantar assim
E num instante de ilusão
Te vi pelo salão
A caçoar de mim
Não me troquei
Voltei correndo ao nosso lar
Voltei pra me certificar
Que tu nunca mais vais voltar
Vais voltar, vais voltar
Cantei, cantei
Nem sei como eu cantava assim
Só sei que todo o cabaré
Me aplaudiu de pé
Quando cheguei ao fim
Mas não bisei
Voltei correndo ao nosso lar
Voltei pra me certificar
Que nunca mais vais voltar
Vais voltar, vais voltar
Cantei, cantei
Jamais cantei tão lindo assim
E os homens lá pedindo bis
Bêbados e febris
A se rasgar por mim
Chorei, chorei
Até ficar com dó de mim
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Preciso Aprender A Ser Só
Paulo Sérgio Valle
Ah, se eu te pudesse fazer entender
Sem teu amor eu não posso viver
E sem nós dois o que resta sou eu
Eu assim tão só
E eu preciso aprender a ser só
Poder dormir sem sentir teu calor
E ver que foi só um sonho e passou
Ah, o amor
Quando é demais ao findar leva a paz
Me entreguei sem pensar
Que a saudade existe e se vem
É tão triste, vê
Meus olhos choram a falta dos teus
Esses olhos que foram tão meus
Por Deus entenda que assim eu não vivo
Eu morro pensando no nosso amor
Por Deus entenda que assim eu não vivo
Eu morro pensando no nosso amor
Ah o amor
Quando é demais ao findar leva a paz
Me entreguei sem pensar
Que a saudade existe e se vem
É tão triste, vê
Meus olhos choram a falta dos teus
Esses olhos que foram tão meus
Por Deus entenda que assim eu não vivo
Eu morro pensando no nosso amor...
Ah, se eu te pudesse fazer entender
Sem teu amor eu não posso viver
E sem nós dois o que resta sou eu
Eu assim tão só
E eu preciso aprender a ser só
Poder dormir sem sentir teu calor
E ver que foi só um sonho e passou
Ah, o amor
Quando é demais ao findar leva a paz
Me entreguei sem pensar
Que a saudade existe e se vem
É tão triste, vê
Meus olhos choram a falta dos teus
Esses olhos que foram tão meus
Por Deus entenda que assim eu não vivo
Eu morro pensando no nosso amor
Por Deus entenda que assim eu não vivo
Eu morro pensando no nosso amor
Ah o amor
Quando é demais ao findar leva a paz
Me entreguei sem pensar
Que a saudade existe e se vem
É tão triste, vê
Meus olhos choram a falta dos teus
Esses olhos que foram tão meus
Por Deus entenda que assim eu não vivo
Eu morro pensando no nosso amor...
sábado, 15 de agosto de 2015
Desatinos
Valéria Cruz
Já provei do improvável e sobrevivi
à fúria e as delícias das quimeras.
Aprendi sobre a mitologia enfurecendo deuses
e sendo arrastada pelos cabelos para fora do olimpo.
Desobedeci à maioria das regras,
para criar outras que também nunca pretendi cumprir.
Rastejei até soltar a pele, por terem me dito,
que me vestia de um pecado original.
Contracenei com a noite
sem estrelas por ser a única cadente.
Embora ainda não tenha me recuperado do tombo,
calibro os olhos para enfrentar os desatinos do dia-a-dia,
fazendo de conta que tudo isso é absurdamente normal...
Já provei do improvável e sobrevivi
à fúria e as delícias das quimeras.
Aprendi sobre a mitologia enfurecendo deuses
e sendo arrastada pelos cabelos para fora do olimpo.
Desobedeci à maioria das regras,
para criar outras que também nunca pretendi cumprir.
Rastejei até soltar a pele, por terem me dito,
que me vestia de um pecado original.
Contracenei com a noite
sem estrelas por ser a única cadente.
Embora ainda não tenha me recuperado do tombo,
calibro os olhos para enfrentar os desatinos do dia-a-dia,
fazendo de conta que tudo isso é absurdamente normal...
Cantem Outros A Clara Cor Virente
Alphonsus Gimaraens
Cantem outros a clara cor virente
Do bosque em flor e a luz do dia eterno...
Envoltos nos clarões fulvos do oriente,
Cantem a primavera: eu canto o inverno.
Para muitos o imoto céu clemente
É um manto de carinho suave e terno:
Cantam a vida, e nenhum deles sente
Que decantando vai o próprio inferno.
Cantem esta mansão, onde entre prantos
Cada um espera o sepulcral punhado
De úmido pó que há de abafar-lhe os cantos...
Cada um de nós é a bússola sem norte.
Sempre o presente pior do que o passado.
Cantem outros a vida: eu canto a morte...
Cantem outros a clara cor virente
Do bosque em flor e a luz do dia eterno...
Envoltos nos clarões fulvos do oriente,
Cantem a primavera: eu canto o inverno.
Para muitos o imoto céu clemente
É um manto de carinho suave e terno:
Cantam a vida, e nenhum deles sente
Que decantando vai o próprio inferno.
Cantem esta mansão, onde entre prantos
Cada um espera o sepulcral punhado
De úmido pó que há de abafar-lhe os cantos...
Cada um de nós é a bússola sem norte.
Sempre o presente pior do que o passado.
Cantem outros a vida: eu canto a morte...
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